7 filmes que marcaram minha vida (até agora)


Fazer listas de "melhores" é sempre um negócio complicado, mas como o próprio título desta postagem diz, aqui é algo extremamente pessoal. Não se trata de dizer que algo é uma obra-prima, mas é apenas uma relação de filmes que marcaram meus primeiros 25 anos de existência neste mundo.
Como sete é um número representativo de tanta coisa, fiz esta seleção difícil e variada, passeando por épocas e gêneros. Abaixo, comentários breves acompanhados de trailers ou cenas das obras que escolhi de acordo com minha mentalidade do dia de hoje. Os títulos estão em ordem alfabética (não de preferência).



O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, 1968)
Acho que este é o primeiro filme perturbador que vi. Impossível me esquecer de quando o assisti, anos atrás, na adolescência, e fiquei com todas aquelas imagens e informações na minha cabeça. Até que o assisti outra e outra e outra vez e passei a entender muitos detalhes.



Carnaval de Almas (Carnival of Souls, 1962)
Uma das obras mais interessantes que já vi como fã de histórias sobrenaturais e certamente um grande filme também. Apesar do baixo orçamento, a produção surpreende com sua fotografia em preto-e-branco, música tétrica e surpresas no roteiro, sendo referência para mestres como Martin Scorcese e George A. Romero.




Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950)
O melhor filme já feito sobre o próprio cinema, é uma aula de roteiro, ironia e sofisticação. A obsessão de uma atriz veterana para voltar ao estrelado faz com que nos sintamos espectadores e cúmplices ao mesmo tempo, nunca sabendo exatamente se entendemos ou abominamos o comportamento da personagem.



Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
Uma lista de melhores sem Hitchcock não pode existir. O mestre do suspense esbanja o melhor de seu melhor neste clássico com investigação, voyeurismo e o fino humor britânico de sempre. Num cenário muito bem montado, investigamos o personagem principal na resolução de um intrigante assassinato num conjunto de apartamentos. Insuperável.



Papai Pernilongo (Daddy Long Legs, 1955)
Apesar de eu ser um tanto desajeitado, sou fascinado por danças bem coreografadas e executadas. É o caso deste musical dos anos 50 estrelado pelo lendário bailarino Fred Astaire e a encantadora francesa Leslie Caron. Um misto de comédia, romance e musical, esta obra resiste muito bem ao tempo e foi uma grata surpresa vê-la recentemente.



Piquenique na Montanha Misteriosa (Picnic at Hanging Rock, 1975)
Extremamente intrigante e envolvente, esta obra australiana continua a fascinar com seu final aberto e mistério inconcluso. O que houve, afinal, com aquelas meninas? Muito bem dirigido por Peter Weir e com bela fotografia e trilha sonora, é daqueles filmes que ficam na memória.



Sonata de Outono (Höstsonaten, 1978)
Provavelmente a melhor abordagem da relação entre mãe e filho/a na história do cinema. A parceria Ingmar Bergman, Ingrid Bergman e Liv Ullmann atinge altíssimos níveis de arte e beleza, por mais que a tristeza toque nossos sentimentos mais íntimos. Não importa qual seja a época, relações humanas serão sempre complexas, ainda mais com uma bela música e os tons verdes e vermelhos do outono.


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