Um trecho

Há alguns anos, durante o colégio, me embrenhei em escrever meu primeiro livro. A história sempre teve seu foco bem definido numa de minhas temáticas favoritas: o mundo sobrenatural. De lá pra cá, escrevi, reecrevi, editei, reeditei... Enfim, ainda não terminei. Eis aí um trecho que selecionei de primeira mão pra quem já quiser conhecer um pouco da obra.




"Enquanto saíam do banheiro, um som estridente de vidro se quebrando ecoou pela imensidão da casa. Um vaso comprido que estava próximo ao topo da escada caíra do alto e se espatifou no chão da sala.
_ Meu Deus, como sou desajeitada! – Ruth lamentou olhando os pedaços lá embaixo – Devo ter encostado aqui na hora que passei. E olha só... Vocês me desculpam por isso? – mostrou-se bastante envergonhada.
_ Não precisa se preocupar. Não foi nada de mais. – Elizabeth passou calma.
Com o olhar de Ruth fixo no estrago, Steven propôs que fossem finalmente ver os quartos. O primeiro era o maior de todos, era um dos dois que tinha frente para a rua e seria o ideal para o casal. Beth achou escuros a madeira e os tons na parede, mas o local era bem provido de iluminação natural e uma pintura e um novo papel de parede seriam suficientes para dar um jeito. O quarto de frente deveria ser o de Adam, ainda muito dependente dos pais. Já Isabelle poderia escolher qualquer um dos demais, já que eram parecidos e estavam bem conservados. Ao final do corredor, era possível acessar o sótão, amplo e empoeirado como o porão e com alguns objetos deixados. Trazia um ar de solidão e vazio a ser preenchido em breve com as coisas da família.
Feita a observação de todos os cômodos da casa e uma avaliação positiva do que foi mostrado, era a hora de falar de números, uma especialidade do Sr. Hellyor.
_ Então, quanto vocês querem pela casa?
Não houve muito o que falar. Robert não se meteu e Ruth foi quem cuidou da negociação. Como já havia falado com um amigo corretor imobiliário de Detroit, Steven achou que o valor era na faixa do que imaginava e não se surpreendeu com o valor apresentado. Foi o suficiente. Acordo feito, agora só faltava a papelada burocrática e a mudança."

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