Escolha uma história.... Não faltam personagens!


Difícil escolher o ponto para começar a falar diante de toda a agitação sócio-político-econômica que vem agitando o Brasil e inúmeros países nas últimas semanas. De tudo um pouco já se falou sobre as manifestações querendo uma mudança radical na política brasileira (não adianta mais falar que foi só por 20 centavos que esse discurso ninguém agüenta mais!). Mas, confesso que se comparados com os do Egito que conseguiram a deposição daquele presidente tirânico de nome difícil de escrever, os nossos protestos de reivindicações tão diversas me pareceram um monte de dedos mindinhos tremulando diante de um corpo todo. Será que isso é efetivamente indício de um amadurecimento popular? Vai ter foco ou vai ser indignação contra tudo mesmo, um legítimo “samba do crioulo doido”?
Temos tantos personagens a acompanhar nesse novelão que fica difícil iniciar qualquer narrativa sob um único ponto de vista. Dilma vista como a única culpada pelos problemas do Brasil (!), Eike caindo (e a presidenta também), o Legislativo finalmente mostrando trabalho, Obama (hã?) versus Edward Snowden... Sim, a situação do ex-cara da CIA respingou por aqui e sobrou escândalo de espionagem para o Brasil (falam até em manobra do nosso governo para ofuscar a tão confusa reforma política que quase ninguém até agora entendeu aonde vai parar).
Será que está tudo tão agitado mesmo ou é sou eu que comecei a ficar vidrado em notícias políticas e debates na televisão? A verdade é que a cada dia tem mais capítulos e personagens nestas diferentes histórias que volta e meia se entrelaçam. Está tudo tão eletrizante que nem mesmo a interessante novela das nove consegue me fazer parar de ver o “Jornal da Cultura” onde todo dia aqueles comentaristas se revezam (confesso que tenho especial simpatia por aquela carismática professora de História Árabe) pra tentar entender o que anda acontecendo. Aproveitando, não posso deixar de citar outro programa da Cultura, o “Legião Estrangeira”, onde correspondentes dão a sua opinião sobre os fatos se “equilibrando” na hora de falar nosso difícil idioma.
Para enriquecer ainda mais os conflitos da narrativa, como se esquecer dos vôos de uns dias pra cá tão mais divulgados sobre as autoridades que utilizam aviões da FAB para suas “farras” de elite (sobrou até para o até então “santo” do ministro Joaquim Barbosa)? “Devolver ou não o dinheiro das viagens”, deve ter pensado bem aquele do qual eu não tenho nenhum orgulho de ser xará. 
Nossa... É tanto assunto que alguém ainda pode parar pra respirar e perguntar: o que deve mudar? Ou melhor, vai mudar? Eleições só vão ocorrer em outubro do ano que vem, mas Dilma vai ter que recuperar a popularidade ou sua base aliada vai ter que engolir mesmo o crescimento de Marina (alguém ainda se lembra do Aécio?). Não se esqueça de que antes disso ainda temos que aprender sobre os assuntos do plebiscito (ou referendo... ou os dois mesmo).
A novela da política brasileira continua...

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