Afinal, como anda o nosso mundo?



Esta semana, conversando, com uma amiga, esbarramos na questão "o mundo está piorando?". Discussão que poderia cair facilmente em moralismos e clichês como aumento da violência, a queda da instituição família, a promiscuidade sexual... Porém, eu comecei a levantar uma série de argumentos que me levam a crer justamente o contrário, tão simplesmente porque os problemas que existem hoje sempre existiram e estão simplesmente ficando mais explícitos.
O que evidencia mais isso, na minha opinião, é o que a internet tem feito por nós. Mesmo que muitas vezes nos queixemos desse excesso de informações, atualizações insistentes de status, selfies intermináveis, fofocas de famosos pipocando toda hora..., o que deve prevalecer e servir de estímulo é o lado bom desse meio de comunicação. É duro, tantas vezes, encararmos notícias irritantes de corrupção, dados tristes sobre violência, maus tratos a crianças e outras espécies animais, mas uma sociedade consciente pode fazer a diferença. Não simplesmente ficar cego e ignorar o problema.
Por coincidência, também nesses últimos dias, acabo de adquirir o livro "Holocausto Brasileiro", da jornalista Daniela Arbex, a respeito de um manicômio na cidade de Barbacena, Minas Gerais, onde, no século 20, milhares de pessoas morreram nas piores condições de tratamento sem qualquer diagnóstico preciso de doença mental - eram, em sua maioria, pessoas excluídas por falta de adequação aos padrões sociais da época. Diante desse passado, como acreditar que estamos piorando?
O fim da escravidão dos negros, a independência das mulheres, a preservação da natureza, direitos iguais para casais homoafetivos, o diagnóstico e acompanhamento cada vez melhor dos problemas de saúde... Não sou utópico e vivo num mundo que me dá sim muita dor de cabeça, mas acredito que hoje estamos caminhando para uma era de nível de conhecimento, uma espécie de unificação intelectual e tecnológica que acontece em velocidades muito disformes para cada humano, porém acontece. É duro ser humano e conviver com outros humanos, ainda mais os muito diferentes, mas nada melhor do que começar pelo autoconhecimento.

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